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19.fevereiro.2022

GENE DA LONGEVIDADE

Existe um gene da longevidade que permite viver mais?

Se existe mesmo, esta escondido em um lugar chamado Campodimele, Lazio – Itália.

Os cientistas descobriram nos habitantes de Campodimele, pequena vila montanhesa em Latina (a 150 km ao sul de Roma) onde seus habitantes vivem em média 95 anos, uma variante genética que pode desvendar o segredo de uma vida longa e de boa saúde. O grupo da pesquisa, coordenado por Marcell Arca, conduziu um estudo apurado sobre as características genéticas e clínicas dos habitantes de Campodimele que apresentavam valores particularmente baixos de colesterolemia total e de LDL.

O estudo publicado na revista Journal Clinical Endocrinology and Metabolism, é imerso na mutação do gene que sintetiza a proteína chamada Angptl3. Esta molécula funciona como freio na eliminação da lipoproteína que transporta o colesterol e o triglicerídeo no sangue. É observado que os sujeitos portadores da mutação, além da presença baixa dos valores de colesterol, possuem uma proteção das doenças isquêmicas ligadas à aterosclerose e diabetes.

Essas observações podem proporcionar um importante passo para uma descoberta farmacológica para a humanidade. “A existência de pessoas que são totalmente privadas da proteína Angptl3 e que ao mesmo tempo gozam de boa saúde – declara Marcello Arca – nos faz claramente acreditar que é possível desenvolver um remédio direto contra essa molécula para proteger os pacientes com riscos de aterosclerose”.

Uma observação da Organização Mundial da Saúde (Projeto MONICA – Monitoring Cardiovascular – iniciado no início dos anos 80) havia já individualizado essa particularidade e atribuído a longevidade dessas pessoas que passavam facilmente dos 100 anos ao estilo de vida e a alimentação dos habitantes que apresentavam uma saúde invejável.

Mas em seguida, entre os habitantes de Campodimele foi identificado um grupo de pessoas com valores particularmente baixos de colesterol total e LDL, o colesterol ruim que causa um aumento da doença cardiovascular ligada à aterosclerose. O estudo desses sujeitos havia desde o princípio revelado a existência de uma base genética por tais condições particularmente vantajosas, mas o gene responsável não tinha sido descoberto.

Para encontrar a resposta a esse aspecto científico, o grupo de estudo do professor Marcello Arca conduziu, com a sustentação da Prefeitura de Campodimele e do ASL de Latina, um screening apurado para definir com precisão os números de famílias e os sujeitos com baixos níveis de colesterolemia presente nessa cidade e para estudar as suas características genéticas e clínicas.

A descoberta dos afortunados habitantes de Campodimele  tem contribuído para ampliar uma nova área de procura, em torno da individualização de novas variáveis genéticas que podem haver em um modo de proteção no confronto das doenças, sobretudo daquelas ligadas à aterosclerose.

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